sábado, 31 de julho de 2010

Na volta das férias, aeroportos dão dor de cabeça a passageiros

Para muitos brasileiros, julho é sinônimo de férias e, portanto, um dos meses do ano em que os aeroportos estão mais lotados. Segundo dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), até o dia 26 de julho, 11,9 milhões de passageiros passaram pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, o maior do País. O fluxo representa um aumento de 20% em relação ao mês de junho.

A demanda intensa propicia ainda mais a ocorrência de atrasos e overbooking – quando a empresa vende mais passagens que a capacidade da aeronave. Na tentativa de coibir abusos das companhias aéreas, entrou em vigor, no dia 13 de junho, normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que ampliam o direito dos usuários. Entre outras medidas, a companhia fica obrigada a fornecer alimentação ao passageiro depois de duas horas de atraso. Depois de quatro, tem de oferecer acomodação em salas vips ou hotéis. Além disso, em casos de cancelamento, deve restituir o dinheiro pago pela passagem imediatamente e não mais em 30 dias.

Dados recentes divulgados pela Anac mostram que pelo menos 18 companhias aéreas já foram notificadas por descumprirem a resolução. O número só não é maior porque, mesmo após mais de 30 dias, muitos passageiros ainda desconhecem os próprios direitos. “Ouvi a discussão, mas não sabia que já estava valendo”, assumiu o engenheiro agrícola Fernando Ribeiro, de 48 anos, quando foi ouvido pelo iG na segunda-feira (26), em Guarulhos.

A Anac afirma que para conscientizar os usuários está distribuindo 30 mil cartilhas com informações sobre a resolução nos principais aeroportos brasileiros. E acrescenta que as empresas notificadas, se não tomarem providências, podem responder a processo administrativo, cuja multa resultante vai de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Para saber como anda a satisfação com o transporte aéreo no País e o cumprimento das novas regras, a reportagem visitou esta semana o Aeroporto Internacional Tom Jobim e Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Aeroporto de Congonhas e Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo; e Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek.

SÃO PAULO

Com olheiras e expressão cansada, a funcionária pública Sandra Sampaio Figueiredo, de 55 anos, disse que já observa mudanças no tratamento dado pelas companhias aéreas. Após perder uma conexão e ter de esperar por quatro horas no aeroporto, ela recebeu um “vale-almoço” da TAM. “Já passei por atrasos menores, mas nunca ofereceram nada. Acho que antes das normas as empresas já sabiam que deveriam auxiliar o passageiro, mas não faziam nada”, disse.

Ainda assim, Sandra contou que não tinha motivos para comemorar. Segundo ela, por problemas no aeroporto de Cuiabá (MT), o voo que tinha previsto para decolar às 4h40 só saiu às 7h30. Chegando a São Paulo, a funcionária pública perdeu o horário do voo para Goiânia, seu destino final, e precisou remarcá-lo para as 14h30. “Daqui vou para Brasília, da onde pego outro voo para Goiânia, às 16h30”, afirmou na última segunda-feira. “É muito cansativo isso, estou acabada”.

Para o engenheiro civil Odimar Cervigne, de 55 anos, que frequentemente faz viagens nacionais e internacionais, os transtornos enfrentados nos aeroportos do País são uma questão de “ponto de vista”. “Quando comparo com os problemas que tive em Luanda, na Angola, aqui é uma maravilha”, brinca, e conta que, em 2009, passou mais de 24h à espera de um voo para São Paulo no país africano. “O voo estava marcado para as 12h, foi remarcado para as 16h, depois para as 20h e 23h. Então, foi cancelado e agendado para as 18h do dia seguinte. Passei a noite e o dia no aeroporto. Não ofereceram hotel, alimentação, nada”, disse.

Além das normas da Anac para auxiliar passageiros como Cervigne e Sandra a solucionar impasses com as companhias aéreas, funcionam também, desde o dia 23 de julho, juizados especiais nos aeroportos de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Instalados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e resultado de uma parceria entre a Justiça Estadual e Federal dos Estados, eles atenderam 150 pessoas no primeiro final de semana em funcionamento. Destas, 79 formalizaram reclamações e 27 tiveram o caso solucionado. Em Guarulhos, segundo o Tribunal de Justiça do Estado, entre os dias 23 e 26, foram 42 reclamações e 20 acordos.

O iG acompanhou por cerca de 2h o movimento no juizado de Guarulhos e verificou que muitos dos que procuram o local querem apenas informações; outros têm problemas que já não cabem mais ao órgão resolver. Foi o caso da aposentada Eunice Joaquina, de 72 anos, que há cerca de dois anos viaja periodicamente de Pernambuco a São Paulo para fazer tratamento médico. Há um mês, teve a mala extraviada. “Fiquei apavorada. Só peguei a mochila e a mala, que era o mais importante, não foi encontrada”, diz. Segundo ela, de mais valor, ali estavam receitas médicas, um vestido longo e um sapato que iria usar no casamento da neta.

Com muletas e dificuldade para andar, Eunice já foi diversas vezes ao aeroporto em busca de uma reposta. “Hoje me deram um telefone para ligar, mas já estou aqui. Tem coisa que o dinheiro não compra, como a foto do meu filho que estava lá, mas quero ser indenizada”, afirmou. A esperança era o juizado, que ela deixou cabisbaixa: os conselheiros e juízes só auxiliam na resolução dos problemas até 24h depois que estes acontecem.

Marcelo Corrado, de 26 anos, analista de sistemas, conseguiu encaminhamento no local. Ele havia acabado de chegar a São Paulo, vindo de Natal (RN), pela TAM, e disse que, quando abriu a mala, percebeu as roupas reviradas e a falta de objetos pessoais. “Retiraram o lacre e levaram celular, dois perfumes e um GPS”, disse. Procurada, a companhia disse que objetos como dinheiro, jóias, papéis negociáveis e artigos eletrônicos (no caso de Corrado o celular e o GPS) só podem ser transportados como bagagem de mão.

Passageiros mal-informados

Ao contrário de extravio de bagagem, atrasos e cancelamentos, outros problemas relatados à reportagem pelos passageiros poderiam ser evitados com melhor acesso à informação. A comerciante Sônia Virginia de Faria andava rápido com a filha adolescente para não perder o voo. “Não avisaram que, como ela é menor de idade, precisava de um documento do pai autorizando a viagem”, disse Sônia, que é separada.

Já o metalúrgico mineiro Roberto Petti, de 45 anos, acompanhava a mulher no aeroporto, que iria embarcar para o Equador. O voo programado para as 8h25 da última segunda-feira teve de ser remarcado para o mesmo horário na terça. O motivo: o casal chegou com apenas uma hora de antecedência ao aeroporto e não conseguiu fazer o check-in. “Fui até o juizado, eles chamaram um responsável da TAM que alegou erro meu, mas não conheço São Paulo, nunca estive neste aeroporto. Além de jogar para amanhã, tive de pagar R$ 138 de taxa”, lamentou Petti. “Em São Paulo tudo é muito caro, vamos ter de passar a noite por aqui”, acrescentou.

A companhia, por sua vez, afirmou que para voos internacionais a recomendação dada aos clientes é comparecer ao aeroporto com pelo menos 3h de antecedência e disse que a informação consta no comprovante de pagamento do bilhete.

Aeroportos saturados

Quando questionado pela reportagem se já teve problemas com atrasos ou cancelamentos de voos, o analista de sistemas Paulo de Oliveira, de 33 anos, respondeu imediatamente: “Só tenho esses problemas”. Na última segunda, Oliveira chegou a São Paulo às 9h05, vindo de Curitiba (PR), e tinha um voo para Buenos Aires às 10h15, mas afirma que demorou 20 minutos somente para conseguir pegar a mala. “Cheguei ao check-in às 9h29 e disseram que ele havia se encerrado às 9h20. Tive de remarcar para a tarde.”

Na opinião dele, o problema maior não é das companhias aéreas, mas da própria infraestrutura dos aeroportos que não consegue atender a demanda. “Tem fila para tudo, no check-in, para ser revistado, para pegar bagagem...”

Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no final de maio, indica que grande parte dos aeroportos do Brasil opera no limite e a situação pode piorar ainda mais caso o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) cresça em um ritmo de 3,5% ao ano. Se isso ocorrer, a previsão é de que o mercado doméstico de transporte aéreo aumente em pelo menos três vezes nos próximos 20 anos.

Neste cenário, o analista de sistemas é realista: “As normas da Anac ajudam a melhorar a assistência, mas estão longe de resolver o problema. Estou aqui para viajar no horário e não almoçar de graça.”

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dor de Ouvido - Sintoma

Os principais sintomas de infecção de ouvido são: dor, febre, choro constante, irritabilidade e desconforto. A criança também pode sentir náusea. Pode apresentar pus na região externa do ouvido, principalmente quando houver ruptura do tímpano, extravasando todo o material purulento para fora do canal do ouvido. Muitas vezes a criança fica "mexendo "constantemente no ouvido, já que ela não pode explicar que sente dor.

Tratamento Dor no Ouvido

Na maioria das vezes a infecção de ouvido é causada por bactérias e é necessário tratá-la com antibióticos. Os antibióticos variam conforme o tipo de bactéria envolvida. Em geral eles são dados por via oral, por um periodo de 10 dias e é preciso fazer um exame otoscópico de controle para se ter certeza de que a infecção se curou. Para a dor são receitados analgésicos, ou mesmo compressas de panos quentes colocadas sobre o ouvido.


Ouvido, saiba tudo sobre


O ouvido consiste em 3 partes básicas - o ouvido externo, o ouvido médio, e o ouvido interno. Cada uma das partes serve para uma função específica para interpretar o som. O ouvido externo serve para coletar o som e o levar por um canal ao ouvido médio. O ouvido médio serve para transformar a energia de uma onda sonora em vibrações internas da estrutura óssea da ouvido médio e finalmente transformar estas vibrações em uma onda de compressão ao ouvido interno. O ouvido interno serve para transformar a energia da onda de compressão dentro de um fluido em impulsos nervosos que podem ser transmitidos ao cérebro. As três partes do ouvido podem ser vistas abaixo.

O ouvido externo

O ouvido externo consiste da orelha e um canal de aproximadamente 2 cm. A orelha serve para proteger o ouvido médio e prevenir danos ao tímpano. A orelha também canaliza as ondas que alcançam o ouvido para o canal e o tímpano no meio do ouvido. Devido ao comprimento do canal , ele é capaz de amplificar os sons com frequências de aproximadamente 3000 Hz. À medida que o som propaga através do ouvido externo, o som ainda está na forma de uma onda de pressão, que é um sequência alternada de regiões de pressões mais baixas e mais altas. Somente quando o som alcança o tímpano, na separação do ouvido externo e médio, a energia da onda é convertida em vibrações na estrutura óssea do ouvido.

O Ouvido Médio

O ouvido médio é uma cavidade cheia de ar, consistindo na bigorna e 3 pequenos ossos interconectados - o martelo, a bigorna e o estribo. O tímpano é uma membrana muito durável e bem esticada que vibra quando a onda a alcança. Como mostrado acima, uma compressão força o tímpano para dentro e a rarefação o força para fora. Logo, o tímpano vibra com a mesma frequência da onda. Como ela está conectada ao martelo, os movimento do tímpano coloca o martelo, a bigorna, eo estribo em movimento com a mesma frequência da onda. O estribo é conectado ao ouvido interno. Assim, as vibrações do estribo são transmitidas ao fluido do ouvido médio e criam uma onda de compressão dentro do fluido. Os 3 pequenos ossos do ouvido médio agem como amplificadores das vibrações da onda sonora. Devido à vantagem mecânica, os deslocamentos da bigorna são maiores do que a do martelo. Além disso, como a onda de pressão que atinge uma grande área do tímpano é concentrada em uma área menor na bigorna, a força da bigorna vibrante é aproximadamente 15 vezes maior do que aquela do tímpano. Esta característica aumenta nossa possibilidade de ouvir o mais fraco dos sons.  O ouvido médio é uma cavidade cheia de ar que é conectada ao tubo de Eustáquio e à boca. Esta conexão permite a equalização da pressão das cavidades cheias de ar do ouvido. Quando esta passagem fica congestionada devido a um resfriado, a cavidade do ouvido é impossibilitada de equalizar sua pressão; isto frequentemente leva a dores de ouvido e outras dores.

Saiba tudo sobre o ouvido interno

O ouvido interno consiste de uma coclea, canais semicirculares, e do nervo auditivo. A coclea e os canais semicirculares são cheios de um líquido. O  líquido e as células nervosas dos canais semicirculares não têm função na audição; eles simplesmente servem como acelerômetros para detetar movimentos acelerados e na manutemção do equilíbrio do corpo.  A coclea é  um orgão em forma de um caramujo que pode esticar até 3 cm. Além de estar cheio de um fluido, a superfície interna da coclea está alinhada com cerca de 20.000 células nervosas que performam a funções mais críticas na nossa capacidade de ouvir. Estas células nervosas possuem comprimentos diferentes, por diferenças minúsculas; eles também possuem diferentes graus de elasticidade no fluido que passa sobre eles. À medida que uma onda de compressão se move da interface entre o martelo do ouvido médio para a janela oval do ouvido interno através da coclea, as células nervosas na forma de cabelos entram em movimento.  Cada célula capilar possui uma sensibilidade natural a uma frequência de vibração particular . Quando a frequência da onda de compressão casa com a frequência natural da célula nervosa, a célula irá ressoar com uma grande amplitude de vibração. Esta vibração ressonante induz a célula a liberar um impulso elétrico que passa ao longo do nervo auditivo para o cérebro. Em um proceso que ainda não é compreendido inteiramente, o cérebro é capaz de interpretar as qualidades do som pela reação dos impulsos nervosos.